sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ÉTICA CRISTÃ

Prof. Raulino
Aula 1


ÉTICA CRISTÃ



· Definição: Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal.
· Conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano.

1° ponto: É correto mentir a fim de salvar uma vida? Ou a pessoa conta uma mentira para salvar uma vida, ou sacrifica uma vida para salvar a verdade?

- Mentir não é nem certo nem errado.
*ANTINOMISMO – Não existe norma, ou seja, mentir pode ser justificado, pois não existe nada dizendo que mentir está errado e nem certo.

- Mentir é geralmente errado.
*GENERALISMO – Mentir é errado como regra geral, mas nem sempre, ou seja, em certas ocasiões a regra deve ser quebrada.

- Mentir às vezes é certo.
*SITUACIONISMO - Declara que só existe uma forma universal, portanto, pode mentir diante de um fato coerente. Mentir por amor torna-se um ato moralmente certo.

- Mentir sempre é errado.
*ABSOLUTISMO NÃO CONFLITANTE - Mentir e matar nunca entra em conflito. Então o que fazer? O comandante não pode mentir, mas não pode tomar nenhuma atitude que mate a tripulação.

*ABSOLUTISMO IDEAL - Mentir nunca é certo, mas apesar disso seria desculpável pois escolheu dos dois males o menor.

*HIERARQUISMO - (mentir às vezes é certo?)

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Prof. Raulino
Aula 2


- O cristão e a responsabilidade social
* Mt 22.39; Mt 5.43 ; Lc1 0.29; At 17.26,28 Acaso sou tutor de meu irmão ( sim / não)
-Adão e Eva Gn 2.16,17; Gn 9.6; Dn 4.17; Rm 13.1-7
- O amor é a essência da lei moral-> Mt 22.39; Lc 10.30
* Paulo Fp 2.4; Gl 6.2 cf. V10
* João 3. 17,18
* Tiago -> 1.27
Conclusão: o homem é guardião de seu irmão
* A responsabilidade com a pessoa total ( I Ts 5,23 )
- A Fé tem que ser acompanhada de obras
1) prover para si mesmo

2) prover para a família ( ITm 5-8 )

3) provendo para seus irmãos crentes ( GI 6.10; Rm 15.26; I Jô 3,17 Tg 2.15,16 )

4) A responsabilidade social para com todos os homens * Paulo > I Tm 6.18; 2Co 8.23.

5) A responsabilidade social pelos pobres
Lc 14.13,14; Mt26.11; Rm 15.26; At 11.29; Lv 19.9

6) A responsabilidade com as viúvas e os órfãos. Ex 22.22,23. At 6.1; Tg 1.27

7) Passado ( ponto de atenção) Ef 6.5 Filemon Ap 18.11-13

8) soberanos e governantes

* Obedecer
* Honrar
* Pagar impostos
Rm 13.7; Tt 3.1; 1 Pe 2.13,14
Responsabilidade social
Na sociedade, na família e no governo.


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Prof. Raulino
Aula 3


- O cristão e o sexo
* O sexo antes do casamento GI 5.19; 1 Co 6.18; Dt 22.22
- Se um casal de noivos já teve relação sexual antes do casamento consumou diante de Deus agora deve legalizá-lo diante do estado ( Rm 13.1; 1Pe 2.13)
- O casamento é um estado honroso ( Hb 13.4f. Gn 1.27 ; Tt 1,15 )
* Sede fecundos ( Gn 1.28 )
* Deus apoiou o sexo Gn 4.1, Pv 17.6; SI 127.4 si 82.6; Jo 10.35
* A concupiscência (desejo desenfreado) é pecado.
Obs.: O sexo antes o casamento é fornicação Gl 5.17; 1Co 6.18. ,
* O que Deus casou o homem não o separe Mt 19.6 ; 1 Co 7.17
* Polução (emissão de sêmen) noturna (Lv 15.1-3) O corpo a noite libera naturalmente sêmen (válvula de escape)
- Sexo sem ser com o cônjuge é adultério
- Prostituição -> Desejo desenfreado da carne (alma)

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Prof. Raulino
Aula 4

- O cristão e o aborto

* Na lei mosaica diz que matar um bebê não nascido não e pena capital ( Ex. 21,22 )
* Aborto proveniente de estupro
* Aborto mediante incesto ( defeitos eugênicos, mongolismo,
encefalia)
* Inseminação artificial ( DT 25,5 ) por analogia
* Infusão da alma (criacionista, traducionista ) Zc 12. 1b
* Os filhos são heranças do Senhor ( SI. 127.3 )
- No V.T. , não ter filhos era infelicidade ( Gn 30.1, Gn 30.23, I Sm 1.7; 10; 11;20)
- O cristão e os vícios vinho e os jogos I S 28.7; Gn 9.21-25, IS
5.11,12;Rm14.17) ,
Jogos -> Pv 28.22
O Cristão e a guerra
* Autoridade dada por Deus ao governo
- argumento a favor: Mt 22.21; ITm 2.2 1 Pe 2.13,14; Jo 19.11; Rm 13.4 Ex 21.26
- argumentos contrários: Ex 20.13; Mt 5,39; Gn 9.5,6
- Suicídio sacrificial
· A morte de Sansão foi um suicídio divinamente aprovado ( Jz 16.30; Rm 5.7; Fp1.23; Jo 10.18; Jo 15.13
* O Cristão e a pena capital
• (Gn 9.6; Ex 21.25; Dt 21.8 Jo 7.1,26 Rm 13.1,2 ; Jo 19.11

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TEOLOGIA PASTORAL


Aula 1
Prof. Raulino

Oficiais extraordinários

- Apóstolos: Estritamente falando, este nome só é aplicável aos doze escolhidos por Jesus e a Paulo; mas também se aplica a certos homens apostólicos que assessoram a Paulo em seu trabalho e que foram dotados de dons e graças apostólicas. At. 14. 4, 14; 1ª Co 9.5, 6; 2ª Co 8. 23.
*Missão: Lançar os alicerces da Igreja de todos os Séculos.

-Qualificações:
* Comissionados diretamente por Deus ou por Jesus Cristo, Mc 3.14; Lc 6.13; Gl 1.1;
* Eram testemunhas da vida de Cristo e de sua Ressurreição, Jo 15,27; At 1.21,22; 1ª Co 9.1;
* Estavam cônscios de serem inspirados pelo Espírito Santo de Deus em todo o seu ensino, oral e escrito, At 15,28; 1ª Co 2.13; 1ª Ts 4.8; 1ª Jo 5.9-12;
* Tinham o poder de realizar milagres e o usaram em diversas ocasiões para ratificar a sua mensagem, 2ª Co 12.12; Hb 2.4;
* Foram ricamente abençoados por Deus em sua obra, como sinal de que Deus aprovava os seus labores, 1ª 9.1,2; 2ª Co 3.2,3, Gl 2.8.

-Profetas: Tinham o dom sobrenatural de interpretar as escrituras para a edificação da Igreja.
* Profetas: Lc 16.16;
* Profetas: Ef. 4.11;
* Dom de Profecia: 1ª Co 12.10
* Profetas: 1ª 14.1-3
-Evangelistas: Eles acompanhavam e assistiam os apóstolos e às vezes eram enviados por estes em missões especiais. Seu trabalho era pregar e batizar, mas incluía a ordenação de Presbíteros Tt 1.5; 1ª Tm 5.22 e a disciplina, Tt 3.10.

Oficiais Ordinários
-Presbíteros: Presbuteroi (Presbuteroi), Ancião, ou mais velhos;
Episkopoi (episkopoi), Bispos, Supervisores ou Superintendentes, At 20,17, 28; 1ª Tm 3.1, 4.14, 1ª Pe 5.1,2.
-Mestres: Evidente que, originalmente, os presbíteros não eram mestres. Gradativamente houve a necessidade da didaskalia (didas kalia), ensino e docencia, ensino e docência por causa dos perigos que a igreja estava passando com os falsos mestres. Paulo mostra claramente que (Ef 4.11) a Bíblia mostra claramente que pastor e mestre (pastor e mestre) são uma única classe, 1ª Tm 5.17; Hb 13.7; 2ª Tm 2.2; Ap 2.1,8,12,18; 3.1,7,14.
-Diácono: diakonoi (diakonoi), At 6. 1-6, Serviço geral de servo ou servidor, se dedicavam a obra de misericórdia e caridade. At 11.29; Rm 12.7; 2 Co 8.4


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Aula 2
Prof. Raulino

O SACRAMENTO (SACRAMENTUM, latim, soma de dinheiro depositada por duas partes em litígio)

- Não é empregado no seu sentido original na teologia, não se encontra nas Escrituras, mas é usada pela Igreja Católica Romana, posto que parte do pressuposto de que os sacramentos contêm tudo que é necessário para a salvação dos pecadores, sem precisar de interpretação Bíblica e, são eles:

* Batismo: Necessário para a salvação;
* Penitência: Para aqueles que cometeram um pecado mortal;
* Confirmação, Eucaristia e a extrema unção: Foram ordenadas e são eminentemente úteis.

A CEIA DO SENHOR

Já na era Apostólica a celebração da Ceia do Senhor era acompanhada da festa Agapae (festa do amor), as quais o povo trazia os ingredientes necessários. (1Co 11.20-22). Afirmavam que havia uma transformação da substância no Pão e o Vinho literalmente entre Corpo e o Sangue de Cristo (transubstanciação). Importante se faz lembrar que, que esse conceito é Católico e, que tal conceito, não foi aceito por Agostinho que não cria em tal transformação.

Lutero insistiu na interpretação literal das palavras da instituição e na presença corporal de Cristo na Ceia do Senhor. Contudo. Substituiu a doutrina da transubstanciação pela Consubstanciação, Cristo está “em, com e sob” os elementos.

Calvino defendia a posição intermediária. Ele negava a presença corporal do Senhor no Sacramento, mas insistia na presença real (presença mística), ainda que espiritual, do Senhor na Ceia.

Os arminianos viam na Ceia do Senhor apenas um Memorial um meio para melhoramento moral.

-Atos Simbólicos: No partir do pão Jesus indica claramente que isto simbolizava o partir do seu corpo para a redenção dos pecadores.
- Jesus usou o pão não levedado e o vinho comum, amplamente usado como bebida na Palestina?

Palavras de Comando:
“Tomai e comei” (apropriação espiritual do Corpo de Cristo pela fé), Lc 22.19 cf 1Co 11.24.
“Fazei isto em memória de mim”(era um memória da obra sacrificial de Cristo), Jo 6.32, 33, 50, 51; 1ª Co 11. 26-30.
“Bebei dele todos” ou (segundo Lucas) “Tomai-o e reparti-o entre vós”. Vê-se claramente que o cálice não poderia ser repartido. Isso mostra o erro dos Católicos em privar os leigos do cálice.

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Aula 3
Prof. Raulino


Teologia Pastoral ou Pastorologia (ciência que trata da Obra Pastoral).


Variedades de ministérios
Ao lermos Rm 10.15; 12.4-8 e Ef 4.8,11, observamos a variedade de ministérios que o Senhor pode repartir ao seu povo.

Uma interessante revelação quanto aos propósitos e ao plano de Deus nos é outorgada nos primeiros seis versículos do capítulo 31 de Êxodo. Bezalel e Aoliabe foram chamados por nome e foram dotados do Espírito de Deus para que recebessem habilidade em toda obra. O serviço deles consistia em artesanato altamente especializado envolvendo: trabalhos em ouro, prata e bronze e em lapidação de pedras preciosas. Nesse caso, encontramos homens especificamente chamados e até mesmo cheios do Espírito Santo, a fim de se tornarem artesãos habilitados. A tarefa secular deles foi determinada por Deus.

Ministros meramente profissionais
Os primeiros discípulos foram tirados de suas ocupações diárias, segundo está escrito em Jo 1.35-51 e Mt 4.19. O jovem Davi, em I Sm 16.12, foi Ungido com óleo para que posteriormente se tornasse rei de Israel. Paulo foi chamado e escolhido para anunciar o nome e autoridade Cristo perante os gentios, os reis e os filhos de Israel, Atos 9.15. E assim ocorre nas chamadas divinas para ministérios de tempo integral. Não há o que duvidar quanto a Deus operar dentro desse padrão até o dia de hoje. Aqueles que pensam em dedicar suas vidas inteiramente ao serviço cristão, tenham o cuidado de certificar-se se possuem indicação específica à tarefa da parte do Senhor da seara.

O chamado verdadeiro
Aimaás ficou tomado pelo entusiasmo do momento e pelo exemplo de Cusi, o etíope, mensageiro escolhido e, rogou a Joabe que lhe fosse dada permissão para correr. Joabe retrucou: “Para que agora correrias tu, mau filho, pois não tens mensagens ... conveniente” II Sm 18.22. Mas mediante a insistência, Joabe consentiu a Aimaás que fosse, e correu tanto que chegou à frente do verdadeiro mensageiro. Ora, Aimaás era homem bom e cheio de zelo, II Sm 18.27, mas não tinha mensagem real, e o rei Davi, sem dar atenção, o pôs de lado. Quão inútil e embaraçosa foi a corrida dele! Porém quando o Senhor se declara contra os profetas sem mensagem e sem visão, a situação se torna muito mais séria.

Deuteronômio 18.20 declara: Nadabe e Abiu entraram no antigo tabernáculo levando fogo estranho; e da parte do Senhor saiu uma chama que os consumiu, e morreram perante o Senhor, Lv 10.1,2. Nem ao menos se permitiu ao pai (Arão), e aos irmãos que os levantassem, porquanto isso daria a impressão de estarem contra Deus.

Iniciativa Divina.
Ele próprio toma a iniciativa. “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades e deis fruto e vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”, Jo 15.16. O modo de o Senhor aproximar-se de alguém, para chamá-lo ao seu serviço, muito provavelmente será bem diferente do Seu modo de agir com relação a outro.

Eliseu estava arando no campo quando Elias passou e lançou sobre ele a sua capa, I Rs 19.19.

Samuel veio ungir a Davi e chamou-o dos pastos de ovelhas para a cerimônia simples da unção.
Amós não era profeta, nem filho de profeta; era criador e plantador de sicômoros; mas o Senhor o tomou quando acompanhava o rebanho e lhe disse: “Vai, e profetiza ao meu povo Israel, Amós 7.14,15.
Paulo recebeu uma visão celestial, mas Timóteo foi escolhido por ele, um pregador mais idoso, para que viajassem juntos na obra do evangelho, Atos 16.19; 16.1-3. Por conseguinte, não tentemos receber nossa chamada segundo os padrões utilizados em outros casos.
“Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” E então, quando já estavam em sua jornada missionária, o Espírito Santo os impediu que fossem para a esquerda ou para direita, mas permitiu que seguissem sempre em frente, Atos 16.6-10. A orientação do Senhor será sempre tão clara e definida como a Sua chamada original.

Aptidões Naturais
O chamado para o ministério pode ser analisado da seguinte maneira: antes da chamada, na maioria dos casos, haverá uma certa aptidão natural para o trabalho. É sempre conveniente ao obreiro que possua voz clara, que não seja difícil de ser entendida, e uma aparência pessoal agradável e ainda mais, que disponha de certo grau de inteligência para pensar e expressar-se.

Sensibilidade Espiritual
Como primeiro passo, o Senhor envia sobre nós o seu Espírito Santo, que desperta em nós o interesse e a inclinação para o serviço. “... tudo posso naquele que me fortalece”, Fl 4.3.
Reconhecimento por Outros
Ao se tornarem claras e definidas a chamada e a direção de Deus, far-se-ão perceptíveis certas expressões embrionárias do dom e do ministério que futuramente se exercerá. Os colegas ministros e crentes em geral notarão a chamada de Deus que repousa sobre nós.

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Aula 4
Prof. Raulino


- O Batismo Cristão

A) Analogias do Batismo Cristão

1. NO MUNDO GENTÍLICO. O batismo não era uma coisa inteiramente nova nos dias de Jesus. Os egípcios, os persas e os hindus tinham todos as suas purificações religiosas. Estas eram mais proeminentes ainda nas religiões gregas e romanas. Às vezes elas tomavam a forma de banho no mar, e às vezes eram efetuadas por aspersão. Diz Tertuliano que, em alguns casos, a idéia de um novo nascimento estava ligada a estas ilustrações.

2. ENTRE OS JUDEUS. Os judeus tinham muitas purificações e abluções, mas estas não tinham caráter sacramental e, portanto, não eram sinais e selos da aliança. O chamado batismo dos prosélitos tinha maior semelhança com o batismo cristão. Quando gentios eram incorporados em Israel, eles eram circuncidados e, pelo menos em tempos mais tardios, também eram batizados. Esse batismo tinha que ser ministrado na presença de duas ou três testemunhas. As crianças cujos pais recebiam esse batismo, desde que nascidas antes da administração do rito, também eram batizadas, à solicitação, do pai, contanto que não fosse da idade (os meninos, treze anos e as meninas doze ), mas se fossem da idade,somente à solicitação delas próprias. As crianças nascidas após o batismo do pai ou dos pais, eram tidas por limpas e, daí, não necessitavam do batismo. Contudo, parece que esse batismo também era apenas uma espécie de lavamento cerimonial, um tanto semelhante a outras purificações.
O batismo de João tinha por objetivo transferir os que se lhe submetiam a uma esfera totalmente nova - a esfera da definida preparação para o Reino de Deus.

B) A Instituição do Batismo Cristão

FOI INSTITUÍDO COM AUTORIDADE DIVINA. O batismo foi instituído por Cristo depois que Ele consumou a obra de reconciliação e depois que esta recebeu a aprovação do Pai na ressurreição. Os que aceitavam a Cristo pela fé deveriam ser batizados em nome do Deus triúno, como sinal e selo do fato de que tinham entrado numa nova relação com Deus e, nesta qualidade, estavam obrigados a viver de acordo com as leis do reino de Deus; Deveriam ser colocados sob o ministério da palavra, não meramente como proclamação das boas novas, mas como exposição dos mistérios, privilégios e deveres da nova aliança.

A FÓRMULA BATISMAL. Os apóstolos receberam instruções específicas para batizarem eis to onoma tou patros kai tou huiou kai tou hagiou pneumatos para uma relação o nome do Pai e do Filho e Espírito Santo. A Vulgata traduziu as primeiras palavras, “eis to onoma” pela expressão latina “ in nomine” (em nome).O fato é que esta interpretação é exegeticamente i sustentável, Mt 21.9; Mc 16.17; Lc 10.17; Jo 14.26; At 3.6; 9.27, etc. A preposição eis ( para dentro de) é mais indicativa de um fim e, portanto, pode ser interpretada no sentido de “ em relação a”, ou “para a profissão de fé em alguém e sincera obediência a alguém”, “ para dentro de”.

C. A Doutrina do Batismo na História

ANTES DA REFORMA. Os chamados “ pais primitivos consideravam o batismo como o rito de iniciação na Igreja e normalmente o consideravam como estreitamente ligado ao perdão de pecados e à comunicação da nova vida.

DESDE A REFORMA. A Reforma Luterana não se desfez inteiramente da concepção católica romana dos sacramentos. Para Lutero, a água do batismo não é água comum, mas uma água que, mediante a Palavra com seu poder divino inerente, veio a ser uma água da vida, cheia de graça, um lavamento de regeneração. Por esta eficácia divina da Palavra, o sacramento efetua a regeneração. No caso dos adultos, Lutero colocava o efeito do batismo na dependência da fé presente no participante.

Calvino e a teologia Reformada partiam da pressuposição de que o batismo foi instituído para os crentes e não produz, mas fortalece a nova vida. Naturalmente, eles se defrontaram com a questão como as crianças poderiam ser consideradas crentes e sobre como poderiam ser fortalecidas espiritualmente, visto não poderem exercer a fé.

D. O Modo Próprio do Batismo

1. O QUE É ESSENCIAL NO SIMBOLISMO DO BATISMO?

Imersão, afundar na água. Emersão, sair da água.

2. SERÁ QUE A IMERSÃO É O MODO PRÓPPRIO DO BATISMO?

A opinião geralmente predominante fora dos círculos batistas ou imersionistas é que, desde que a idéia fundamental, a saber, a de purificação, ache expressão no rito, o modo do batismo é deveras insignificante. Pode ser igualmente ministrado por imersão, derramamento, afusão ou aspersão. A Bíblia simplesmente emprega a palavra genérica para denotar uma ação destinada a produzir certo efeito, qual seja, limpeza ou purificação, mas em parte nenhuma determina o modo específico pelo qual o efeito há de ser produzido. Jesus não prescreve um determinado modo de batismo. Evidentemente, Ele não deu a isso tanta importância como a que os imersionistas dão. Não há um único caso em que se nos diga explicitamente como se deve ministrar o batismo.

TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Professor.: Raulino
Plano de aula 1

I A existência de Deus
* Quem é Deus?
» Espírito Jo 4.24, “Assim como ele é nós o veremos” 1 Jo 3.2;
» Um espírito não tem carne nem osso, Lc 24.39.

Argumentos sobre a existência de Deus

* Argumento Ontológico: (Anselmo) O homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito; que a existência é atributo da perfeição, e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir;

* Argumento Cosmológico: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa adequada; isto é, indefinidamente grande;

* Argumento Teleológico: (estudo da finalidade) Em toda a parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito,e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito apropriado para à produção de um mundo como esse; ( é o melhor argumento)

* Argumento Moral: (Imanuel Kant) Tomou como ponto de partida o imperativo categórico, e deste inferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz tem absoluto direito de dominar o Homem.
Ontologia: Parte da filosofia que trata do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres ( Kant)

A Cognoscibilidade de Deus ( o que se pode conhecer)
Jó 11.7; Is 40.18; Jô 17.3;1 Jo 5.20.
~> Deus era definido pela igreja primitiva: Ser não gerado, indenominável, eterno, incompreensível e imutável. Porém, pode ser conhecido para à Salvação.
A Bíblia não prova a existência de Deus, na verdade, a Bíblia pressupõe a existência de Deus em sua declaração inicial “ No princípio criou Deus os céus e a terra.”

O que mais se aproxima de uma declaração é o que lemos em Hb 11.6.
~> Ateus práticos: Pessoas não religiosas, não contam com Deus, vivem como se Deus não existisse.
~>Ateus teóricos: Baseiam-se num processo de raciocínio prático ( Associação Americana para o progresso do Ateísmo )
AGNOSTICISMO: Doutrina ou atitude que admite uma ordem de realidade que é incognoscível (não se pode conhecer).
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Professor.: Raulino
Plano de aula 2


Natureza de Deus

1° Deus é Espírito Jo 4.24
Asseidade ou existência

Pais da Igreja » Agostinho / Tomás de Aquino
“O finito não pode compreender o infinito”. Jo 11.7

Lutero» Deus obsconditus (Deus oculto), Deus revelatus ( Deus revelado ), ou seja ele quer dizer que, mesmo em sua revelação, Deus não se manifestou inteiramente.
2° Os nomes de Deus.

Os nomes de Deus são Antropormóficos: Atributos humanos a entidades abstratas ou seres não humanos.

Elohim ( sig. ‘ELOAH ) » Ser forte e poderoso
Jeová » O que ele era, o que é, o que há de ser. O eterno. (ELOHIM).

El-Shadai » Ser poderoso. Porém, não se apresenta como objeto de temor e terror como ELOHIM mas como fonte de benção e consolação. É o nome à qual Deus “apareceu” a Abraão. Êx. 6.2

Yahweh » Foi o nome que superou os nomes anteriores de Deus. Os judeus temiam superticiosamente usá-lo. Lv 24.16. Daí substituíram por Adonai ou Elohim.

Êx 3.13,14 » Traduz “ eu Sou o que Serei ”.

No N.T

Theos gr » Elohim e Elyon Hb


genitivo possessivo.

Kurios » Senhor ( Deus ou Cristo ) Ap. 1.4 8.17

Pater gr » Pai 1ª Co 8.6, Ef 3.13, Hb 12.9 Tg. 1.18
As características do Decreto Divino


1) Tem seu fundamento na Sabedoria Divina. A palavra “conselho” pode conter um dos termos com os quais é designado o decreto, ou seja, inter-comunhão entre o Pai, Filho e o Espírito Santo. Com isso Paulo fala em Ef 3.10,11. O poeta canta no Sl 104.24.

2) É Eterno, ou seja, todos os atos de Deus são eternos, desde que não haja sucessão de momentos no ser divino, ex (criação e a justificação) são atos temporais.

3) É eficaz tudo que ele decretou certamente sucederá; nada pode frustrar o seu propósito. Is 46.10 / Pv 29.21 / Sl 33.11.

4) É imutável. O homem, muitas vezes altera seus planos. Com Deus é diferente, pois ele não tem deficiência em conhecimento, veracidade e poder. Jó 23.13-14 / Sl 33.11 / Ts 46.10 / Lc 22.22 / At 2.23.

5) Incondicional e Absoluto: Deus decretou salvar os pecadores e determinou meios em seu decreto ( At 2.23 / Ef 2.8 / 1ª Pe 1.2 ) o caráter absoluto do decreto segue-se da eternidade, imutabilidade e sua exclusiva dependência do beneplácito de Deus (amor e justiça combinados).
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Professor.: Raulino
Plano de aula 3


Os Atributos de Deus

- Indicam seu caráter
- Atributos incomunicáveis e comunicáveis

*Auto-existente, Auto-suficiente, mas ao mesmo tempo pode entrar livremente em várias relações com sua criação.

a) Existência autônoma de Deus ( Jo 5.26 )

Sl 94.8; Is 40. 18; At 7.25. Pensamento ( Rm. 11. 33, 34 ), vontade ( Dn 4.35, Rm 9.19; Ef 1.5 ), poder Sl 115.3, conselho (Sl 33.11).

b) Imutabilidade » Deus não muda ( Ml 3.6 )
c) Infinidade de Deus » Deus é perfeito de toda e qualquer limitação.

*Perfeição absoluta» ausência de toda limitação e defeito, Jô 11.7-10, Sl 14.5-3, Mt. 5.48.

*Eternidade » séculos sem fim, Sl 90.2, 102.12, Ef 3.21

* Imensidade» Transcende todas as limitações espaciais (transcendência). Imanência (onipresença) ele preenche todas as partes do espaço com todo o seu ser. ( 1 Rs 8.27 )
Is 66.1; At 7.48, 49; Sl 139.7; At 17.27, 28.

d) Unidade de Deus» Deus é único ( 1 Rs 8.60 ) NT 1CO 8..6 , 1Tm 2.5, Dt 6.4, Êx 15.11.
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Professor.: Raulino
Plano de aula 4


- O Pai testifica o Filho Mt.3.17
- O Filho testifica o Pai Jo.5.19
- O Filho testifica o Espírito Santo (paráclito) Jo. 14.26
- O Espírito Santo testifica o Filho Jo.15.26

Trindade não aparece no novo testamento, só no século II.

- Elohim» Deus (plural), Pai, Filho, E.S
- Paulo ensinava um único Deus ( Elohim ) 1 Tm 2.5, 1 Cr 8.4 e pregava a divindade de Cristo Fl 2.6-8,
1 Tm 3.16, e a personalidade do E.S (Ef 4.30) e inclui as três pessoas juntas na benção Apostólica 1 Cr 13.4

- Arianismo» Dizia que Jesus foi o primeiro Filho de Deus e o E.S como a 1° Criatura do Filho.

Provas do At» Gn 16.7,13;18.1-21;19.1-28, Ml 3.1,Sl 33.4,6 ; Pv 8.12-31, Sl 33.6,45.6,7 comb. Hb 1.8, 9; Messias que mensiona Deus e o Espírito Is 48.16; 16.1, 63.9, 10.

Provas do N.T Mt. 1,21, Jo. 4.42, At.2.4 Rm 8.9, 11; 1 Co 3.16

Atributos que distinguem as três pessoas
- Geração: Pai
- Filiação: Filho
- Processão: Espírito Santo
- Criação: Pai
- Redenção: Filho
- Santificação: Espírito Santo

casta» tipo
legião» 6.360

- Ilustração inanimadas do reino vegetal
- Mais relevantes

● Unidade Psicológica de intelecto, afetos e vontades (Agostinho). Filósofo (3° maior teólogo)
● Unidade Lógica de tese, antítese (bom/mau), síntese (resumo). (Hegel). Filósofo/teólogo.
● Unidade Metafísica do sujeito (Deus), o objeto homem) o objeto e sujeito-objeto).
● Operação Mental que procede o simples para o complexo.
● Antítese» oposição entre duas palavras ou idéias
● Metafísica» Estudo Sistemático dos fundamentos da realidade e do conhecimento.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ESCATOLOGIA

Aula 1
Prof. Raulino

DEFINIÇÃO DE ESCATOLOGIA
Escatologia deriva de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “últimas coisas” e “estudo” ou “tratado”. É o estudo ou doutrina das últimas coisas.

AS SETE DISPENSAÇÕES.

A palavra dispensação deriva do termo grego “oikonimia” (sig. economia que é a “boa ordem na administração na despesa de uma casa).

As sete dispensações são:

1 – Dispensação da Inocência

Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.

2 – Dispensação da Consciência

Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0 ) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.

3 – Dispensação do Governo Humano

Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão; Gn. 10.15; 11.10-19;12.1.

4 – Dispensação Patriarcal

Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos; Gl. 3.17; Hb. 11.9,13. A palavra chave é PROMESSA. Por meio desta dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser herdeiros da promessa.

5 – Dispensação da Lei

Ela teve início em Êx. 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que “tudo que o Senhor falou, faremos.” Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.

6 – Dispensação da graça Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.

7 – Dispensação do Reino

Esta dispensação terá a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6. É também chamada de a dispensação do Governo Divino.Esta dispensação é algo para o futuro, logo após o julgamento das nações descrito em Mt. 25.31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco.

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Aula 2
Prof. Raulino

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA.

Método alegórico ou figurado O termo alegoria é definido, por alguns teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada. O que importa dizer é que o método alegórico se deve tomar cuidado. Ex: Gl. 4.21-31 Paulo tomou figuras ilustradas no texto com focos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sombras de eventos futuros.


Método literal ou textual

Este método se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia

Os dois métodos são válidos. Há uma perfeita relação entre as verdades literais e a linguagem figurada. Por exemplo, no texto de Jo.1.6 diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. E em Jo. 1.29 nos fala: “Eis aí o Cordeiro de Deus.” Palavras pronunciadas pelo próprio João Batista ao ver a Jesus.

Agora vejamos os métodos de interpretação aplicado em ambos os textos. O 1º está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era João. No 2º texto João Batista usou a forma figurada para denotar a pessoa de Jesus.

Em se tratando do livro de Apocalipse, que em sua parte, é um livro escatológico, têm surgido diversas classes de intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra. Por quê?
-Porque os crentes pentecostais, em sua maioria, não sabem em que classe de intérpretes do Apocalipse, eles se encaixam, e por conseguinte deixam ser levados por ensinos deturpantes que contradizem a Palavra de Deus.

1- Os Preteristas. Crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao passado.

2 - Os Historicistas. Interpretam o Apocalipse como um estudo progressivo dos destinos da Igreja desde o seu início até a consumação. Estes asseveram que as profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós.

3 - Os futuristas. Estes interpretes dividem-se em dois grupos:a) Futuristas extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à vinda do Senhor Jesus Cristo.b) Futuristas simples –. A maioria dos Pentecostais Fundamentalistas têm uma visão futurista do livro. Sob esta perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o cap. 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos) após o término da Dispensação da Igreja.

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Aula 3
Prof. Raulino


Os intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma como se vê o milênio.


Amilenistas. Para eles não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu. A maioria dos amilenistas consideram Agostinho (o bispo de Hipona, no Norte da África 396 – 430 d.C.) um dos principais idealizadores de amilenismo.Pós-Milenista. O Evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra.

Pré-Milenista. Acreditam que, o retorno de Cristo, a ressurreição dos salvos e o tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No final deste, Satanás será solto, engana as nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do Grande Tribunal Branco, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra.

Obs: É essa classe de intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais pertence.


Intermediário.

É a existência entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No A.T., esse lugar é identificado como sheol (no hebraico), e no N.T. como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte.

A) OS MORTOS – JUSTOS. Todos os justos, de Adão até à ressurreição de Cristo, ao morrerem, suas almas (com possível exceção de Enoque e Elias), desciam ao Paraíso, que naquele tempo constituía um compartimento do Sheol ; cf. Gn. 37.35.

B) OS MORTOS – ÍMPIOS. Desde o tempo de Adão até o julgamento do GRANDE TRONO BRANCO, as almas dos ímpios seguem para o mundo invisível, ou seja, o Sheol ou Hades aguardando o julgamento final quando serão lançados no Lago de Fogo; cf. Nm.16.30,33.

SHEOL
- usada na forma singular; Jó 17.15,16
- existe apenas um Sheol
- localizado abaixo (no centro) da terra
- lugar onde há muita gente
- somente Deus envia o homem ao Sheol; Lc.16.22,23.

O Sheol-Hades, antes e depois do Calvário.

Antes do Calvário, o Sheol-Hades dividia-se em 3 partes distintas. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada Paraíso, Seio de Abraão, Lugar de consolo; Lc. 16.22,25. A Segunda é a parte dos ímpios, e é denominada lugar de tormento; Lc.16.23. A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como lugar de trevas, Lugar de prisões eternas, Abismo. Lc. 16.22; 2Pe. 2.4; Jd. v. 6. É aí onde Satanás será preso durante o Milênio, e onde se encontra aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação.

Depois do Calvário, houve uma mudança dentro do mundo dos mortos. Depois da sua morte Jesus esteve 3 dias no coração da Terra, isto é, no Paraíso, do qual Ele havia dito ao malfeitor. Por esta ocasião, Cristo aproveitou a oportunidade e “pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé”; 1 Pe. 3.18-20. Depois disso efetuou a grande mudança no Sheol-Hades “subindo ao alto levou cativo o cativeiro”; Ef. 4.8, isto é, trasladou o Paraíso para o 3º céu, na presença de Deus, debaixo do seu altar; Ap. 6.9, separando completamente das partes inferiores onde continuam os ímpios mortos.

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Aula 4
Prof. Raulino


O ARREBATAMENTO DA IGREJA.

A definição da 2ª vinda de Cristo é bastante ampla; é vista pelo menos de duas maneiras diferentes. E localizada, às vezes, para indicar o drama dos tempos do fim, abrangendo tanto o arrebatamento da Igreja quanto a revelação de Cristo em glória no Monte das Oliveiras; Zc. 14.4. Outras vezes, é enfocada especificamente para diferenciar a revelação de Cristo do arrebatamento da Igreja que a antecederá.

– Palavras usadas para descrever o arrebatamento Existem usualmente três palavras que todos nós usamos para explicar tão maravilhoso fenômeno.

a) Arrebatamento; 1 Ts. 4.17.

b) Trasladação; Na carta aos hebreus vemos Enoque, um símbolo da Igreja.

c) Rapto. Palavra latina, RAPERE; significa transportar de um lugar para outro.


Propósitos do Arrebatamento

a) Recompensar a Igreja de Cristo, mediante a outorga de galardões, no soleníssimo Tribunal de Cristo; 2 Co. 5.10.

b) Conduzir a Igreja à Bodas do Cordeiro, que se dará em seguida ao Tribunal e, enquanto na Terra ocorrerá a Grande Tribulação.

c) Introduzir a Igreja no Reino da Glória e imortalidade, conforme o desejo expresso por Jesus; Jo. 14.3

A trombeta do arrebatamento

O toque da trombeta no dia do arrebatamento se relaciona com o alarido e a voz do arcanjo. O alarido significa originalmente uma expressão militar, uma voz de comando. Nesse dia ouvir-se-á a voz do ARCANJO. Como se sabe, a palavra ARCANJO significa chefe de anjos. Visto que, em Mt. 24.30,31 encontramos os anjos a recolher os eleitos,

Fatos ligados ao arrebatamento

Quando Cristo vier para buscar a Igreja, ocorrerão duas coisas na terra, por ocasião desse evento:

a) A ressurreição dos mortos salvos.

b) Transformação dos vivos, ou seja, uma verdadeira metamorfose, 1 Co. 15.52.

A GRANDE TRIBULAÇÃO.

Logo após o arrebatamento da Igreja e antes da manifestação pessoal de Jesus a este mundo. Haverá um tempo de tribulação e angústia predito no Velho Testamento. Dn 12.1, Jr. 30.7. Existe também citações no NT; Mc. 13.19; Mc. 13.20.

Período da Grande Tribulação.

A Grande Tribulação poderá ser por Eras ou durará uma semana de anos, Dn. 9. 27. Será a Septuagésima semana de Daniel. Uma semana de anos corresponde a sete anos; a semana será dividida em duas etapas de três anos e meio. A última etapa da 70ª semana é assim designada: tempo, tempos e metade de um tempo.

Reinado do Anticristo.

A palavra anti tem este sentido básico no grego: em lugar de e não contra. Ele não dirá ser o anticristo. Antes reivindicará ser o verdadeiro Cristo.

O anticristo aparecerá no cenário mundial. Fará um concerto por sete anos com o povo de Israel. Já que o mundo está em suas mãos, três espíritos imundos semelhantes a rãs saem da boca da trindade satânica para congregar todas as nações para a peleja contra Israel, isto é, para a Grande Batalha do Armagedom. Eles serão derrotados pelo Senhor e lançados no Lago de Fogo.

O MILÊNIO

“...e reinarão com Cristo durante mil anos”; Ap. 20.4b. O milênio será, de acordo com as escrituras, um tempo de restauração para todas as coisas, a justiça encherá a Terra.

Haverá profundas mudanças na Terra, durante o Milênio. A maldição que Deus pronunciou devido ao pecado, será removida e assim a benção de Deus mover-se-á sobre a Terra.

A FORMA DE GOVERNO SERÁ TEOCRÁTICO (Dn. 7.4)

A Sede do Governo: Jerusalém, será a capital do mundo.

O conhecimento do Senhor será universal durante o Milênio; Is. 11.9; Jr. 31.34.

Satanás será amarrado durante o Milênio. Ap. 20.1-3.

Haverá paz universal durante este período Satanás será solto no final do Milênio Satanás será solto do abismo, por um pouco de tempo e enganará as nações a fim de congregá-las para a batalha final. Mas, Deus enviará fogo do céu que os devorará.

– O JULGAMENTO FINAL

Ap. 20.11-15 descreve o julgamento que terá lugar ao fim do Milênio, `’mil anos’` depois do julgamento das nações, realizando-se não sobre a terra, como foi o caso do julgamento das nações, mas sim nas regiões celestiais onde Deus habita. A primeira ressurreição, Ap.20.6, ocorrerá antes do início do Milênio e será para os mortos justos pertencentes a todas as dispensações, à Igreja, e ao grupo salvo durante a G.T.; Ap.7.

Sendo que os participantes da 1ª ressurreição são descritos como bem aventurados, e santos, naturalmente os demais mortos que não viverem até o fim do Milênio não o são. Por essa razão cremos que perante o GTB comparecerão os mortos ímpios.

A presença do Livro da Vida será necessária na condenação daqueles que alegarão méritos das suas obras, quando deveriam ter aceitado a Cristo como seu Salvador, fato que teria colocado seus nomes nesse livro do Cordeiro.

Os ímpios serão julgados segundo as suas obras. O registro delas será aberto e lido para determinar o grau de castigo. O Lago de Fogo será para todos os ímpios. Para este lugar serão removidos para sempre a morte e o Hades.

O ESTADO PERFEITO E ETERNO.

Jesus não deixou de mencionar sobre essa era perfeita. Apocalipse 21 e 22 descrevem as glórias deste estado eterno.

A cidade de Jerusalém, a celestial, baixará de vez sobre a Terra. A nova terra tem seu relevo totalmente diferente.


1. REFERËNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERKHOF, Louis, Teologia Sistemática, Ed. Luz para o Caminho, 1990, Campinas-SP.

GILBERTO, Antônio. O calendário da profecia (9ª Edição 1997) CPAD. . HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas (2ª Edição 1996) CPAD.

LOCKYER, Sr. Herbert. Apocalipse – O drama dos Séculos, (1ª Edição em Português 1992) Editora Vida.

OLSON, N. Laurence. O plano Divino Através dos Séculos (18ª Edição 1998) CPAD.

ANGELOLOGIA

A DOUTRINA DOS ANJOS

Aula 1
Prof: Raulino


1 - Seres Criados por Deus .

- Definição Angelos ( Mensageiro, Embaixador para assuntos humanos ) , fala no lugar daquele que o enviou.
- MALAK ( Hb ) , ocorre 108 x , membros da corte de YAHWEH , que servem e louvam a ele ( Ne 9.6 , Jó 1.6 ).
- São " Espíritos" ministradores ( 1Rs 19.5 ) , Transmitem a vontade de Deus ( Sl 103.20 ) , Executam os propósitos de Deus ( Nm 22.22 ) , Celebram louvores a Deus ( Jó 38.7 ; Sl 148.2 ) .
- No novo testamento a palavra Angelos aparece 175 x.
- Servem e louvam a Cristo ( Fp 2-9 ; Hb 1.6 ) , são Espíritos ministradores ( Lc 16.22 ; At 12.7-11 ; Hb 1.7-14 ) , transmitem a vontade de Cristo ( Mt 2.13-20 ; At 8.26 ) , obedecem a vontade dele ( Mt 6.10 ) , executam seus propósitos ( Mt 13. 39- 42 ).

2 - Existência .

a ) No velho testamento os textos que comprovam a existência dos anjos : Gn 32.1,2 ; Jz 6.11ss ; 1Rs 19.5 ; Ne 9.6 ; Jó 1.6 ; 2.1 ; Sl 68.17 ; 91.11 ; 104.4 ; Is 6.2,3 ; Dn 8.15-17 .

b ) No novo testamento São apresentados como mensageiros de Deus, mas, também como Ministros aos herdeiros da salvação .

c ) Possíveis equívocos Mt 13.39-41 ; 18.10 ; 26.53 ; Mc 8.38 ; Lc 22.43 ; Jo 1.51 ; Ef 1.21 ; Cl 1.16 ; 2 Ts 1.7 ; Hb 1.13,14 ; 12.22 ; 1 Pe 3.22 ; 2 Pe 2.11 ; Jd 9 ; Ap 12.7 ; 22.8,9 . 3 - Qualificações .- Eteros ( Incorpóreos ) .- Obedientes .- Superiores aos homens . - Não recebem ordens dos homens .- Infinitos e não eternos.

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Aula 2
Prof: Raulino


O Arcanjo Miguel

No grego encontramos Michael, Heb. Mika’el. O nome Miguel significa “ quem é como El ( Deus ) ”. A tradição sobre a existência de arcanjos não fazia parte original da fé judaica. Assim, na literatura bíblica, Miguel é introduzido em Dn. 10:13,21 e 12:1 e reaparece no NT em Jd 9 e Ap. 12:7. A bíblia só revela a existência de um único Arcanjo, Miguel. Isto é desmonstrado pelo fato de que nas duas ocorrências da palavra grega Archangelos, “Arcanjo”. 1Ts 4:16 e Jd 9, o tempo só aparece no singular ligado unicamente ao nome de Miguel, donde se conclui biblicamente que só exista um anjo assim denominado Arcanjo, ou anjo-chefe, e que esse Arcanjo chama-se Miguel.


Os Serafins

Significado é queimar, o que daria a idéia de que os Serafins são anjos rebrilhantes,uma vez que essa raiz também pode significar "consumir com fogo", mas tambem "rebrilhar" e "refletir". A única menção a esses seres celestiais nas páginas das Escrituras Sagradas fica no Iivro de Isaías (Is 6). Os serafins aparecem associados com os Querubins na tarefa de resguardar o trono divino. Os seres vistos por Isaias tinham forma humana, embora possuíssem seis asas (Is 6:2). Estavam postos acima do trono de Deus Is 6:2o que aparece indicar que sejam Iíderes na adoração ao Senhor.

Os Querubins

No hebraico, keruhbim, plural de kerub. No grego cheroub. Palavra de etimologia incerta. No AT ,esses seres, são apresentados como simbólicos e celestiais. No livro de Gênesis, tinham a incumbência de guardar o caminho para a árvore da vida, no jardim do Éden (Gn 3:24). Uma função semelhante foi credita aos dois Querubins dourados, postos em cada extremidade do propiciatório (a tampa que cobria a arca no santíssimo lugar - Êx 25:18-22; Cf Hb 9:5 onde simbolicamente protegiam os objetos guardados na arca, e proviam, com suas asas estendidas, um pedestal visível para o trono invisível de Yahweh.
ver Sl 80:1 e 99:1.

O Anjo Gabriel

No Hebraico Gabriel significa "homem de Deus" (heb. geber, "varão" e EI- forma abreviada de Elohim, "Deus"). No AT, Gabriel aparece apenas em Daniel, e ali como mensageiro celestial que surge na forma de um homem (Dn 8:16; 9:21). Suas funções são: revelar o futuro ao interpretar uma visão (Dn 8:17), e dar entendimento e sabedoria próprio Daniel Dn 9:2

No NT, Gabriel surge somente na narrativa de Lucas que descreve o nascimento de Cristo. Ali, ele é o mensageiro angelical que anuncia grandes eventos: o nascimento de João (Lc 1: 11-20) e de Jesus (Lc 1 :26-38. Também é apresentado como aquele que ‘assiste diante e Deus’ (Lc 1: 19).

O Anjo do Senhor

Na Bíblia, sobretudo no Antigo Testamento há várias menções à aparição do Anjo do Senhor. A expressão "Anjo do Senhor" causa curiosidade por tratar-se não apenas de mais um anjo e sim de um Anjo específico, considerando a antecedência do artigo definido. De acordo a Biblia, o Anjo do Senhor que fez vários contatos com personagens bíblicos, entre os quais Abrãao, Hagar, Gideão.

Também é conhecido como o Anjo da Presença, embora este termo tenha em certas filosofias urn significado bem específico. O Anjo da Presença, segundo o pensamento gnóstico e cristão esotérico, não é um ser com vida própria, mas sim uma forma-­pensamento que representa Cristo durante o sacramento da Eucaristia.

Os Principados, do latim principatus, são os anjos encarregados de receber as ordens das Dominações e Potestades e transmití-las aos reinos inferiores, e sua posição é representada simbolicamente pela Coroa e Cetro que usam. Guardam as cidades e os países. Protegem também a fauna e a flora. Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos e as provincias.

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Aula 3
Prof: Raulino

Tronos ou Ofanins

Os Tronos têm seu nome derivado do grego thronos, que significa "anciaos". São chamados também de erelins ou ofanins, ou algumas vezes de Sedes Dei (Trono de Deus), e são identificados com os 24 anciãos que perpetuamente se prostram diante de Deus e a Seus pés lançam suas coroas. São os simbolos da autoridade divina e da humildade, e da perfeita pureza, livre de toda contaminação.


PRINCIPADOS

Refere-se a urna classe de anjos que tern poderio de principes. Nos reinos terrestres os principados regern sobre territorios pertencentes ao reino.

POTESTADES

Esse termo refere-se a anjos que executam tarefas especiais. Foram investidos de um autoridade. (Sl 103.20)


SATANÁS, PRINCIPE DOS ANJOS CRIADOS

ORIGEM

Os anjos foram criados em estado de perfeição, mas diversas passagens rnostrarn alguns dos anjos como maus.

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Aula 4
Prof: Raulino



NOMES E TITULOS

Descrevem a personalidade, o caráter, a natureza, os atributos e a missão de Satanás.

1 - Diabo - É aquele que gosta de fazer acusações secretas e indiscretas. Ele é o semeador do joio espiritual no mundo.

2 - Satanás - Fala da pessoa do diabo como de urn permanente adversário de DEUS, de seu povo e de suas obras. Urn que está sempre do lado oposto, hostilizando, eternarnente predisposto contra DEUS.

3 - Dragão - Este terrível aspecto é descrito em Apocalipse com 7 cabeças, 10 chifres e 7 diademas, arrebatando após si vai urn / terço dos anjos dos céus para se opor a CRISTO; devido a glória que Ele alcançou por decreto do PAI.

4 - Serpente – Ele é a velha serpente, antigamente dotado de brilho, mas que recebeu a punição divina.

5 - Inimigo - Satanás jamais estará de acordo com DEUS. É urn inirnigo eterno e declarado;

6 - Tentador - A tentação é a missão principal dele na terra;

7 - Acusador - O diabo que nos acusa de dia e de noite;

8 - Ladrão – Satanás que vem para matar, roubar e destruir;

9 – O deus deste mundo - A palavra "mundo" refere-se ao presente século, que jaz no maligno;

10 - Outros Nomes: Apolion - destruição, ruína; Belzebu - maioral dos demônios; Pai da mentira - enganador;

ATIVIDADES

Autor do pecado; Causador de enfermidades Endurece os corações; Semeador de joio; Armador de ciladas; Criador de problemas; Para o povo de DEUS, Para as nações

AS ARMAS DE SATANÁS

Doutrinas falsas; Ocultismo - em suas mais variadas formas; Medo, dúvida e incredulidade; Ardis e ciladas; Engano, acusações e calúnias;

AS ARMAS DO CRENTE (A armadura de DEUS)

- O cinto da verdade; A couraça da Justiça; O calçado da preparação do Evangelho da paz; O escudo da Fé; O capacete da salvação; A espada do Espírito.

DEMÔNIOS OU ANJOS CAÍDO?

ORIGEM - A origem dos demônios não e reve1ada nas Escrituras. No ponto de vista tradicional são anjos caídos. Estes seriam os anjos que aderiram a rebelião provocada por Lucifer, e desta forma teriam sido expulsos da Presença de DEUS.

NOMES E TÍTULOS

- Espírito imundo - espírito que dificilmente deixa a pessoa depois de a ter quebrantado
- Legião - Refere-se a urn número indefinido e elevado de demônios.
- Espírito adivinhador- São demônios que se apossam das pessoas fazendo com que elas adivinhem.
- Espírito maligno- At 19.13.

OBRAS

Submissos a Satanás; atormentam os homens; procuram separar o cristão de CRISTO, são em grande quantidade; estão divididos em várias categorias (principados, potestades, hostes e outros), fazem o homem rastejar; causam cegueira, mudez e surdez; oprimem.

ATIVIDADES DOS DEMÔNIOS

* Moléstias; disturbios mentais; impureza moral; falsas doutrinas; possessão de seres humanos.

domingo, 25 de janeiro de 2009

CRISTOLOGIA

Professor.: Raulino
Plano de aula 1

Disciplina: Teologia Sistemática ( Cristo )

A natureza de Cristo

*Filho de Deus
- Filho de Deus ≠ Filhos de Deus ( Jó 2.1 )

a) Consciência de si mesmo: “Nos negócios de meu pai”.

● As reivindicações de Jesus Jó 16.28, 20.1.
● Autoridade de Cristo Mt. 7.24
● Impecabilidade de Cristo Jo 8.46
● Testemunho dos Discípulos Mt 28.19, Jo 1.1,3, Jo 20.28, At 5.31, 2° Co 13.14

- Como é Deus? Jo 1.14, Hb 1.1,2, Hb 1.+3, * Col 1.2 *

● Senhor > Título dado a Jesus ( Kurios )
Assim como Jeová é Senhor no At.
● Exaltação > Na eternidade ( Filho de Deus ) Fl 2.9, At 2.36;10,36;Rm 14.9.
● Jesus só é Senhor de quem o deixa Gov. ( Rm 10.9 )
● Jesus não tem obrigação com quem não o deixa Gov.
● Jesus 100% Deus > Viveu 100% Homem Fl 2.7

Os ofícios de Cristo 33 anos

- Profeta →( At Is 42.1 – Rm 15.8 – Mc 6.15 – Jo 4.19; 6.14; 9.17 – Mc 6.4; 1.2,7

a) Pregou Salvação → Guerra com Roma ( inquietação ou paz com Deus ), escolheram a guerra.
(Lc 19.41 – 44; Mt 26.52) Nm 14.40 – 45, 68 A.D ( Revolta ).

b) Anunciou o Reino → Mt 4.17, Mt 13.

c) Profetizou → Mt 24,25

Sacerdote → Hb 8.3 ( Jesus ofereceu a si mesmo ).
Participou da nossa natureza ( Anjo não podia ) Hb 8 – 10

Rei → Gn 14.18,19 – Hb 7.1 – Sl 110. 1,4 – Hb10.13 – Is 11.1,9 – Sl 72.
Jesus disse que era Rei Mt 25.31 – Lc 23.42.

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Professor.: Raulino
Plano de aula 2

Disciplina: Teologia Sistemática ( Cristo )

As verdades de Cristo

1° Filho de Deus e não filhos de Deus ( Jó 2.1 )
2° Adquiriu consciência de si mesmo com 12 anos, “ nos negócios de meu Pai ” ( Lc 2.42,49 )
3° A salvação já havia sido profetizada em Gn 3.15
4° Jesus é o verdadeiro Messias que Moisés falou, pois é descendente dos Judeus ( Dt 18.18-19 )

- Jesus entrou no mundo espiritual ( Lc 9.28 )
- Jesus teve revelação sobre Pedro Lc 22.+31,32.



Santidade » Atributo que mais une o homem a Deus.

A Salvação pode ser:

● Universal (João): Jo 3.16,17
● Seletivo (Paulo): Jr 1.5
● Universal e Seletivo (Jesus): Gn 12.3

Paulo/ Agostinho/ Calvino » Predestinação

-Expiação: cancelamento do pecado

● Propiciação: Abrandamento da ira de Deu
● Graça no A.T: Davi quando pecou
● Neo-Levítico: Hebreus ou lembranças do sacrifício.

Jesus foi entregue por determinado conselho e presciência de Deus. (At 2.23)
- Jesus como homem é inferior aos anjos, pois experimenta a morte e, ao mesmo tempo é superior a este, pois venceu a morte.
- Jesus é o supremo poder que destruiu ( destronou ) o domínio do pecado proposto e impetrado pelo diabo.
Diabo> gr, Dia/bolos
Dia> Separador
Bolos> com métodos sofisticados ( Sutileza )

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Professor.: Raulino
Plano de aula 3

Disciplina: Teologia Sistemática ( Cristo )

A causa e necessidade da expiação

● No Beneplácito de Deus. De acordo com a Escritura, a causa motora da expiação se acha no beneplácito de Deus, em sua vontade de salvar pecadores mediante uma expiação substitutiva. ( Is 53.10 ), ( Lc 2.14 ), ( Jo 3.16 ) ( Gl 1.4 ). Na verdade, o que se quer dizer é que o próprio Cristo é fruto deste beneplácito, desta boa vontade de Deus.

● Não na vontade Arbitrária de Deus. Foi o amor de Deus que providenciou um meio de livramento para os pecadores perdidos, Jo 3.16. E foi a justiça de Deus que exigiu que esse meio fosse de tal natureza que satisfizesse as exigências da lei, para que Deus fosse “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Em Rm 3.24-25 encontramos os dois elementos juntos: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Esta descrição nos livra da idéia de uma vontade arbitrária.

● No amor e na justiça combinados. É necessário evitar toda e qualquer unilateralidade nesta questão. Se dissermos que a expiação se funda somente na retidão e na justiça de Deus como causa motora de expiação daremos pretexto àqueles inimigos da teoria da satisfação que diz que Deus é vingativo. Se, por outro lado falarmos que só foi por amor, não faremos justiça á retidão de Deus e reduziremos a morte de Cristo a um enigma inexplicável.

● As palavras Katalasso e Katalage significam “reconciliar” e “reconciliação”. O ofensor reconcilia, não a si próprio, mas a pessoa ofendida (Mt 5.23,24). Ele precisa propiciar ou reconciliar consigo o seu irmão.

● A reconciliação objetiva: ( 2º Co 5.19 ). Isto não mostra nenhuma mudança moral ocorrida no homem, mas, sim que as exigências da lei estão satisfeitas ( morte de Cristo ) e que Deus está satisfeito.

● A reconciliação subjetiva: É o resultado da obra do E.S. Foi efetuado enquanto ainda éramos inimigos, isto é, enquanto éramos objetos da ira de Deus.

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Professor.: Raulino
Plano de aula 4

Disciplina: Teologia Sistemática ( Cristo )

-Provas da necessidade da expiação
*Ele não absorverá o culpado; Êx 34.7, Nm 14.18
*Ele odeia o pecado; Sl 5.4-6

-Propósito e extensão da expiação
1) Seu efeito com referência a Deus: *Ele se reconciliou com aqueles que eram objetos da sua ira judicial, ou seja, sua ira foi desviada da cobertura sacrificial do pecado deles.

2) Seu efeito com respeito a Cristo:
*Plenitude daqueles Dons que ele confere ao seu Povo; Ef 4.8.
*O Dom do Espírito Santo para a formação de seu corpo ¹Místico e para a subjetiva aplicação dos frutos da sua obra expiatória; At 2.33.
* Os confins da terra como sua possessão e o mundo para o seu domínio (Sl 2.8), teve o seu cumprimento no N.T; Hb 2.6-9.

3) Seu efeito no que se refere ao pecador:
*A expiação não somente tornou a Salvação possível para o Homem, mas de fato o garantiu.

*Idéia compartilhada pelos católicos Romanos, Luteranos, Arminianos e todos quanto ensinam uma expiação universal.

*O calvinista ensina que a expiação garantiu meritoriamente a aplicação da obra da redenção àqueles para os quais estava destinada e, assim, tornou-se certa e segura à sua salvação.
*Minhas ovelhas: Jo 10.11,15,26;
*Sua Igreja: At 20.28; Ef 5.25-27;
*Seu povo: Mt 1.21; Jo 17.9;
*E, por fim os eleitos: Rm 8.32-35.

-Objeção a doutrina da expiação limitada
*Cristo morreu pelo mundo (Jo 3,16; 6.33; 2ª Co 5.19)

-A obra intercessória de Cristo continua no céu (Hb 8.2)
-As pessoas por quem ele intercede.

*Todos aqueles por quem ele fez expiação, e somente por estes. qv Oração sacerdotal (Jo 17.9,20)
GLOSSÁRIO
*Místico: sobrenatural
*Expiação: cancelamento do pecado
*Propiciação: abrandamento da ira de Deus
*Reconciliação: voltar a ter paz (Shalom)
*Redenção: ato ou efeito de remir
*Remição: ato ou efeito de remir; libertação, resgate.

HAMARTIOLOGIA

Professor: Raulino

Aula 1 HAMARTIOLOGIA

O pecado não procede de Deus. E é por essa razão, que todos os conceitos fora disso devem ser rejeitos (Jó 34.10; Is 6.3; Dt 32.4; Tg 1.13).

- O pecado originou-se no mundo angelical (Gn 1.31), Deus criou um grande número de anjos, e estes eram bons.
- O orgulho de desejar ser como Deus em poder e autoridade que fez com que Lúcifer e seus seguidores criassem uma grande rebelião e por isso, foram condenados. (1Tm 3.6; Jo 1.6; 2Pe 2.4).
- O chefe da rebelião era satanás ele era um dos poderosos príncipes do mundo angélico. Chamado de Apoliom (o destruidor), Ap. 9.11, tornou-se diabolos (o acusador- Dia, separar; bolos, métodos sofisticados), Ap. 12.10.

- A origem do pecado na raça humana.
Teve início com a transgressão de Adão. Deus atribuiu a todos os homens a condição pecadores culpados em Adão e atribuiu a todos os crentes a condição de justos em Jesus Cristo. Rm 5.18,19.

- A natureza do primeiro pecado ou da queda do homem.

• Consistiu em comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. (passaria a revelar se o estado futuro do homem seria bom ou mau).
• Adão se colocou em oposição a Deus, recusou-se a sujeitar à vontade de Deus.

Comparar Gn. 2.16/Gn. 3.3 (não tocareis) Deus não falou tal fato, parece que já estava na mente de Eva possuir certos direitos contra Deus. Pág. 206 BERKOF.

- O primeiro pecado ou a queda ocasionada pela tentação.

- Porque Eva? → Não tinha tanta responsabilidade, não recebeu ordem diretamente de Deus.
- O curso de tentação .

1° dúvidas em relação a Deus posto que sua ordem violava a liberdade e os direitos do homem.
2° Acréscimo da descrença e do orgulho negando que a transgressão resultaria em morte.
3° Segundo o saudoso Myer Pearlman¹ no versículo 5 a serpente diz: “Deus vos proibiu comer da árvore porque tem inveja de vós, ou seja, para impedir que chegueis a ser igual a ele”



1- Mayer Pearlman, conhecendo as doutrinas da bíblia, Ed. Vida, Ano 1970. 58


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Aula 2 Os resultados do primeiro pecado

1) Depravação total da natureza humana Gn. 6.5, Sal. 14.3, Rm. 7.18, o pecado se espalhou pelo homem todo. Foi tocado as faculdades do Corpo e Alma.
2) Perda da Comunhão com Deus: Perdeu a imagem de Deus no sentido de retidão original, deu-se com isso a morte espiritual, Ef 2.1,5,12 ;4.18.
3) Consciência de culpa e vergonha: cobriram sua nudez e posteriormente numa consciência acusadora no temor de Deus.
4) Morte espiritual e física: Foi condenado a retornar ao pó do qual fora tomado, (Gn. 3.19) com trabalho e fadiga. Bem como é relatado por Paulo a morte espiritual, Rm. 5.12, Rm. 6.23.
5) O homem foi expulso do paraíso: Foi vedado ao homem a árvore da vida, além disso, o paraíso é lugar de comunhão com Deus, e não há espaço para o pecado.

Teorias Filosóficas a Respeito da Natureza do Mal

1) Teoria Dualista: Comum na filosofia grega, na forma do agnosticismo (doutrina que admite uma ordem de realidade que é incognoscível). Admitem a existência de um princípio eterno do mal, e sustenta que no homem o espírito representa o princípio do bem, e o corpo do mal. Obs: O corpo é um elemento invólucro.

2) A teoria de que o pecado é uma ilusão. É uma simples inadequação do conhecimento do homem que não consegue ver tudo, não consegue ver a essência de Deus, se o conhecimento fosse adequado não teria nenhuma idéia do pecado. Ocorre que isso vai contra a experiência humana, já que os mais inteligentes são, muitas vezes, os mais pecadores. (satanás).

A Idéia Bíblica do Pecado

Gn. 3.1-6, Is 48.8; Rm 1.18-32; 1Jo 3.4

• Errar o alvo
• Recusa de sujeição à autoridade legítima

- O pecado tem caráter absoluto
O Homem está do lado certo ou do lado errado. Mt. 10.32,33;12.30; Lc 11.23, Tg 2.10.

- O pecado sempre tem relação com Deus e sua vontade.
* A exigência central é a lei do amor a Deus.
Transgressão da lei se dá em pensamento, palavra ou ato. Rm 1.32; 2.12-14;4.15; Tg 2.9; 1Jo 3.4.

Graus de pecados Nm 15. 29-31/Gl 6.1/Ef 4.18/1Tm 1.13, 5.24/ Mt 10.15/Lc 12.47,48; 23.34/Jo19.11/At 17.30/Rm 1.32; 2.12.
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Aula 3

A transmissão do Pecado


- Irineu e Tertuliano ensinavam, claramente que a condição pecaminosa é resultante da queda de Adão. (transmissão ou tradução).


- Orígenes foi profundamente influenciado pela filosofia grega, não reconheça a ligação entre o pecado de Adão e os seus descendentes.


- Agostinho falava da imputação, mas não tinha em mente se era direta ou indireta por culpa de Adão à sua posteridade. Sua doutrina do pecado original não é inteiramente clara. Talvez pela dúvida entre o criacionismo e o traducionismo.


- A Universalidade do pecado


- A história das religiões dá testemunho à universalidade do pecado (Jó 25.4)
1RS 8.46; Sl 143. 2; Pv 20.9; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3,2; 1Jo 1.8,10.


- O pecado é herança do homem desde a hora do seu nascimento → Sl 51.5; Jô 14.4; Jo 3.6; Ef 2.3.
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Aula 4 A Punição pelo pecado

Sl 97.2/ 1 Pe 1.16

“Tudo que o homem semear, isso ele ceifará”.
→ Punições naturais e positivas: O homem nem sempre escapa por serem conseqüências inevitáveis do pecado. (Arrependimentos e perdão).

- Preguiçoso (cai na pobreza)
- O ébrio (arruína a família)
- O fornicador (contrai moléstia)
- Criminoso (vergonha para si e sua família)
Jó 4.8; Sl 9.15; 94.23; Pv 5.22; 23.21; 24.14; 31.3.

Conseqüências Ex 32.23, Lv 26.21, Nm 15.31, Sl 11.6, Mt 3.10;24.51. Ato direto de Deus.

Aspectos da punição

* Vindicar a retidão ou justiça divina.
“ Se a justiça é um atributo de Deus, então o pecado tem que receber o que lhe é devido, que é a punição.”

* Reformar o pecador

Deus quer, na verdade, trazer o pecador de volta.

* Dissuadir os homens do pecado

Gn. 42.21; Nm 21.7; 1Sm 15.24; Jr 3.25; Ne 9.33-35; Sl 51.1-4.

Eros (pulsão de vida) x tanatos (pulsão da morte)
sexo e auto conservação redução completa das tensões